Resumo

O Programa Europeu de Preparação de Professores e Formadores no  contexto do Sistema Prisional (EIS ALP) é uma parceria dinâmica e inovadora, focada no desenvolvimento da educação prisional na Europa. A nossa experiência com iniciativas de sucesso da ALV no âmbito da educação prisional (individualmente ou em colaboração) revelaram que o “passo em falta”, para um desenvolvimento sério do sector, é uma formação específica para os professores e formadores, e as definições que esta formação para ensinar nas prisões deve ter.

Os estudos mostram que, tanto a nível nacional como europeu, não existe uma visão consistente do que é um professor/formador prisional, quais as competências chave e como melhor preparar um professor/formador prisional para a sua função. Assim, assumimos o desafio de demonstrar que uma relação entre institutos públicos e organizações privadas pode transformar uma profissão potencialmente desfavorecida numa qualificação gratificante e de sucesso, pela disponibilização de recursos apropriados através iniciativas comuns e colaboração.

Um dos aspetos mais importantes da parceria é a presença de organizações que contactam diretamente com os utilizadores finais do EIS ALP: profissionais da educação de adultos. As ferramentas que desenvolvemos, implementamos e avaliamos como parte do projeto apontam a vários níveis da educação de reclusos no quadro da ALV. A chave para conseguir ter bons profissionais da educação a trabalhar no sistema corretivo é trabalhar com eles antes de entrarem no sistema. Assim, um perfil de competências chave será disponibilizado, e é o nosso objetivo que os educadores de adultos “normais” embarquem numa aventura de descoberta do que é necessário para se tornar um professor/formador prisional que conseguem autoavaliar-se e desenvolver-se ainda mais. Os materiais de apoio à introdução irão complementar as formações, recursos virtuais e estratégias de melhoria da gestão para um progresso consistente na profissionalização da educação prisional.

Basearemos o nosso trabalho na intervenção participativa dos decisores na identificação de problemas e soluções, para que em vez de uma perspetiva unilateral, sigamos os princípios da boa governação.
Mais ainda, a utilização positiva das diferenças entre os 5 países parceiros e a larga cobertura geográfica são cruciais para o desenvolvimento com sucesso de políticas e práticas. O resultado final será uma melhor formação dos reclusos, com hipóteses mais elevadas de uma reintegração com sucesso.

O projeto foi desenhado com uma estratégia de desenvolvimento sustentável, que pode oferecer um modelo europeu, não apenas pelos seus resultados, mas também pela sua perspetiva de gestão responsável.